A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma condição hormonal e metabólica que pode causar alterações menstruais, excesso de andrógenos e dificuldade para ovular. Apesar do nome, ter “cistos” no ovário não é obrigatório para o diagnóstico.

Quais são os sintomas mais comuns?

Os sintomas variam. Podem ocorrer ciclos irregulares ou ausência de menstruação, aumento de pelos no rosto ou corpo, acne, oleosidade da pele, afinamento dos cabelos e dificuldade para engravidar. Resistência à insulina, ganho de peso e alterações metabólicas também são frequentes, mas não aparecem em todas as pessoas.

Como é feito o diagnóstico?

Em adultas, o diagnóstico costuma considerar pelo menos dois entre três componentes: sinais clínicos ou laboratoriais de excesso de andrógenos, alteração da ovulação ou dos ciclos menstruais e morfologia policística dos ovários. Antes disso, outras causas precisam ser excluídas.

Um ultrassom isolado não confirma SOP. Da mesma forma, uma pessoa pode ter SOP sem imagem de ovários policísticos. Na adolescência, os critérios exigem cuidado adicional porque irregularidade menstrual e acne podem fazer parte da maturação normal.

Quais riscos precisam ser acompanhados?

A SOP pode estar associada a resistência à insulina, diabetes tipo 2, alterações do colesterol, hipertensão, apneia do sono e maior risco de hiperplasia do endométrio quando os ciclos são muito espaçados. Saúde emocional, ansiedade, depressão e imagem corporal também merecem atenção.

Como é o tratamento?

O tratamento depende do objetivo: regular os ciclos, proteger o endométrio, tratar acne ou excesso de pelos, melhorar fatores metabólicos ou favorecer a gravidez. Alimentação adequada, atividade física e sono são importantes mesmo quando não há necessidade de perder peso.

Contraceptivos hormonais, medicamentos para resistência à insulina, tratamento de manifestações androgênicas ou indução de ovulação podem ser considerados conforme o caso. Nenhum deles deve ser iniciado sem avaliação individual, pois indicações e contraindicações variam.

Quando procurar avaliação?

Ciclos persistentemente irregulares, ausência de menstruação, aumento de pelos, acne intensa, queda de cabelo ou dificuldade para engravidar justificam avaliação. O acompanhamento pode envolver endocrinologista e ginecologista, conforme as necessidades de cada paciente.

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Fontes e referências

Conteúdo de apoio consultado em instituições médicas e órgãos oficiais:

  1. Polycystic ovary syndromeOrganização Mundial da Saúde (OMS)
  2. 10 coisas que você precisa saber sobre o endocrinologistaSociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

Conteúdo publicado por Dra. Luciana Menta

Médica endocrinologista — CRM-RS 33582 | RQE 28902.

Atualizado em . Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individualizada.

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