Osteoporose Dra Luciana Menta Endocrinologista

A osteoporose é uma doença do esqueleto caracterizada por redução da resistência óssea e maior risco de fraturas. Muitas vezes não causa sintomas antes da primeira fratura, por isso a identificação dos fatores de risco é importante.

Quem apresenta maior risco?

O risco aumenta com o envelhecimento, após a menopausa, em pessoas com baixo peso, histórico familiar ou fratura por baixo impacto. Uso prolongado de corticoides, tabagismo, consumo excessivo de álcool, baixa ingestão de cálcio, deficiência de vitamina D e algumas doenças endócrinas também podem contribuir.

Como é feito o diagnóstico?

A densitometria óssea mede a densidade mineral óssea, mas o diagnóstico não depende apenas desse exame. Uma fratura por fragilidade, especialmente em vértebra ou quadril, pode estabelecer alto risco mesmo quando a densitometria não está na faixa de osteoporose. História clínica, idade, medicamentos, exames e estimativa de risco de fratura completam a avaliação.

Osteoporose provoca dor?

A perda de massa óssea isolada costuma ser silenciosa. Dor súbita nas costas, perda de altura ou mudança de postura podem ocorrer em fraturas vertebrais e merecem avaliação. Fraturas após quedas da própria altura também devem levantar suspeita.

Como prevenir fraturas?

Atividade física com exercícios de força, equilíbrio e impacto quando seguros, alimentação com fontes adequadas de cálcio, níveis apropriados de vitamina D, prevenção de quedas e interrupção do tabagismo fazem parte do cuidado. Suplementos não devem ser utilizados automaticamente: a necessidade e a dose dependem da alimentação, dos exames e das condições clínicas.

Quais são os tratamentos?

Quando o risco de fratura é elevado, medicamentos podem ser indicados. A escolha considera idade, função renal, fraturas anteriores, risco de novas fraturas, outras doenças e preferências do paciente. Existem opções que reduzem a reabsorção óssea e opções que estimulam a formação óssea. Cada uma possui indicações, duração e cuidados próprios.

Não se deve interromper determinados tratamentos por conta própria, pois isso pode aumentar o risco de fraturas. O acompanhamento avalia adesão, efeitos adversos, novas fraturas e necessidade de manter ou modificar a estratégia.

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Fontes e referências

Conteúdo de apoio consultado em instituições médicas e órgãos oficiais:

  1. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da OsteoporoseMinistério da Saúde
  2. 10 coisas que você precisa saber sobre osteoporoseSociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

Conteúdo publicado por Dra. Luciana Menta

Médica endocrinologista — CRM-RS 33582 | RQE 28902.

Atualizado em . Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individualizada.

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