Hiperaldosteronismo Primário e Feocromocitoma Dra Luciana Menta Endocrinologista.

Hiperaldosteronismo primário e feocromocitoma são condições diferentes das glândulas adrenais que podem provocar hipertensão. Não são as causas mais comuns de pressão alta, mas reconhecê-las é importante porque possuem tratamentos específicos.

O que é hiperaldosteronismo primário?

É a produção excessiva de aldosterona, hormônio que aumenta a retenção de sódio e influencia o potássio. Deve ser considerado em hipertensão resistente, pressão muito elevada, potássio baixo, nódulo adrenal associado à hipertensão ou histórico familiar sugestivo. Potássio normal não exclui a condição.

A triagem utiliza a relação entre aldosterona e renina, mas medicamentos, consumo de sal, potássio e condições da coleta interferem no resultado. Por isso, a preparação e a interpretação devem ser orientadas pelo médico.

O que é feocromocitoma?

É um tumor raro que produz catecolaminas. Pode causar crises de pressão alta, palpitações, suor intenso, dor de cabeça e palidez, mas a apresentação varia. A investigação utiliza metanefrinas em sangue ou urina e exames de imagem após confirmação bioquímica.

Como são tratados?

No hiperaldosteronismo, o tratamento pode envolver cirurgia quando a produção excessiva vem de uma adrenal ou medicamentos que bloqueiam o efeito da aldosterona. No feocromocitoma, a cirurgia costuma ser necessária, mas exige preparação medicamentosa especializada para reduzir riscos.

Esses exames não devem ser solicitados ou interpretados sem contexto, e medicamentos para pressão não devem ser interrompidos por conta própria.

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Fontes e referências

Conteúdo de apoio consultado em instituições médicas e órgãos oficiais:

  1. 10 coisas que você precisa saber sobre adrenalSociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)
  2. Hipertensão arterial (pressão alta)Ministério da Saúde

Conteúdo publicado por Dra. Luciana Menta

Médica endocrinologista — CRM-RS 33582 | RQE 28902.

Atualizado em . Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individualizada.

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